
A subversão consiste em levar uma vida filosófica na qual as virtudes dominantes da nossa época mercantil (o dinheiro, o poder, a riqueza, a ostentação, as honras, a busca de celebridade, a futilidade, a mundanidade, a paixão pelas aparências…) sejam completamente ignoradas e substituídas sem alarde por valores reais: ser em contraste com o ter; o poder sobre si e não sobre os outros; a indiferença em relação ao dinheiro – quer o tenhamos ou não, nada se fará para o ter; a supremacia da vida interior contra o império do olhar do outro sobre si; a recusa das honras, de que se preferirá o sentido da honra; a indiferença relativamente à celebridade – tenha-se ou não, o importante é nada fazer para a ter; o desejo de se construir em profundidade longe da superficialidade mundana, ou seja, a escultura de si como ato para si e não como ficção para o outro.
Michel Onfray
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6 Comments:
Onfray é um filósofo interessante, e hoje muito lido em França...
Não faz muito tempo li a sua "Contra-História de Filosofia", livro que recomendo...
todavia, vejo um problema nesse empenho em se dedicar a encarnar valores reais e não os valores postiços e fúteis da sociedade capitalista; por mais digna que seja essa atitude, não concordo que ela seja a elaboração de uma "escultura de si como ato para si"; isso me parece feder a narcisismo e egoísmo, como se as minhas escolhas só dissessem respeito a mim mesmo e a mais ninguém, como se eu fizesse a "escultura de mim mesmo" com o olhar voltado só para o meu próprio umbigo, pouco importando os demais...
isso me parece típico do imbecilizante ateísmo que tomou conta da sociedade... o homem já não se comporta em relação ao outro, isto é, Deus, mas somente age para si mesmo e só pensando em si mesmo...
sou a favor da neo-escolástica, o reavivamento da Teologia em nossos dias... para nos libertarmos desta concepção imbecil de mundo onde a vida é somente uma preocupação mesquinha com a própria felicidade...
essa indiviudalidade é necessária enquanto exercemos a subversão.
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Parabens
Greg from Paris
thank you, Greg
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E como começar a existir sendo todos iguais?se ainda nao somos capaz de se auto conhecer...
entao a individualidade escrita se desfaz com o tempo de mudanca,mas o inicio de sseu verdadeiro eu,só vc mesmo poderá desvendar o certo e o errado para que futuramente possa existir uma nova separacao ,que ocupe,onde hoje se encontra preconceito da sua personalidade(sua existencia ou nao,ser ou nao ser ainda)...
mas é fato juntar a decisao com o raciocinio da subjetiva encontrada que liberou o proposito da açao real...
é obvio que o inicio é solitario,por isso que parece ser tao individual(como se conhecer adaptando as outras verdades pra poder se formar?)...mas basta vc saber qual é a intencao...ai podemos definir o valor..
"A exitencia eh a persistencia e resistencia de sua razao"
Renato*resizta
www.fotolog.com/resizta
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