O DIA EM QUE O MORRO DESCER E NÃO FOR CARNAVAL

O dia em que o morro descer e não for carnaval
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil
(é a guerra civil)
No dia em que o morro descer e não for carnaval
não vai nem dar tempo de ter o ensaio geral
e cada uma ala da escola será uma quadrilha
a evolução já vai ser de guerrilha
e a alegoria um tremendo arsenal
o tema do enredo vai ser a cidade partida
no dia em que o couro comer na avenida
se o morro descer e não for carnaval
O povo virá de cortiço, alagado e favela
mostrando a miséria sobre a passarela
sem a fantasia que sai no jornal
vai ser uma única escola, uma só bateria
quem vai ser jurado? Ninguém gostaria
que desfile assim não vai ter nada igual
Não tem órgão oficial, nem governo, nem liga
nem autoridade que compre essa briga
ninguém sabe a força desse pessoal
melhor é o poder devolver a esse povo a alegria
se não todo mundo vai sambar no dia
em que o morro descer e não for carnaval.
Paulo César Pinheiro
DOWNLOAD: FIUME PIRATEIA VOLUME 3 - MR. CATRAUPLOADING...
Participações de Menor do Chapa, G3, Duda do Borel, Sonar Calibrado, Cidinho, Doca, Rafa, Galo, Barriga, G, Edgar, Valério Cara de Porco & Monstro Sabará, dentre outros.
Funk Carioca, Miami Bass, RAP, Ragga, Electrobass, Soul, Reggae: MPB.
Quase todas as músicas gravadas ao vivo.
Tem que respeitar.
Funk Carioca, Miami Bass, RAP, Ragga, Electrobass, Soul, Reggae: MPB.
Quase todas as músicas gravadas ao vivo.
Tem que respeitar.











5 Comments:
Sou absolutamente contra os grupos armados organizados que existem em São Paulo e Rio de Janeiro.
Tanto o Primeiro Comando da Capital quanto o Comando Vermelho devem ser extintos.
É lamentável que essas organizações existam no meio do povo brasileiro, e ainda mais lamentável que alguém julgue essas organizações como formas legítimas ou valiosas da cultura popular.
Graças a Deus existe nas favelas e nos morros pessoas decentes que heroicamente se recusam a integrar e colaborar com essas máfias armadas.
Já conheci muitas pessoas pobres de um caráter extraordinário e com um nível moral de verdadeira nobreza. Pessoas inteligentes o bastante para saber que a pobreza e a injustiça social não são coisas que se resolvam com metralhadoras e granadas.
Leandro, não sei se há alguém que é absolutamente a favor dessas guerrilhas urbanas que são financiadas pelo narcotráfico, porém, não sejamos tolos, elas são fortes e não deixarão de existir (sim, deixarão, após o Estado legalizar entorpecentes como a cocaína e o crack, ou seja, nunca).
Cultura Popular, Leandro, não entendi. Nunca ouvi ninguém que supusesse que esses grupos representassem alguma espécie de cultura popular, algo que se equipare a, por exemplo, Cavalo Marinho.
Aqui direi uma coisa que tu gostarás: minha família mora numa favela no ABC, muitos que eu conheço são ligados à facções, no entanto - não que eu esteja generalizando, é somente o pouco que tive contato - no entanto, justamente as pessoas que se obrigam a recusar a participação nesses grupos são os que crêem em deus.
A pobreza e a injustiça social, concordo plenamente, não será resolvida com granadas: mas, sem violência extrema, sem ação direta, não haverá jamais conscientização da camada alta da sociedade que há miséria ao lado deles. Sente-se isso somente quando se começa a sofrer também: o sequestro do embaixador, na ditadura, foi um exemplo disso. Os sequestros dos americanos e a decaptação deles é outro exemplo, não, é força reiterar, de "divulgação da miséria", sim de que a violência é uma forma de divulgação, de chamar atenção.
Ou, vc e o Nirso sao dos Mamma Cadela?
A gente se conhece das baladinhas, mas eu acho que vc n deve saber quem eu sou, que mundo pequeno esse dos blogs...legal o seu tbem, aqui rola varias discussoes, da pra perder horas...
Temos que aproveitar logo, porque o circo ta fechando pro nosso lado.
Bom e isso, a gente se fala por ai...
Beijos
Os grupos armados não estão envolvidos em apenas um tipo de negócio. Tráfico de drogas pode ser o mais rentável mas certamente não é o único. Há muito mais em jogo, desde o mercado clandestino de carros roubados até redes de prostituição, roubo a bancos, venda de armas, etc.
Sou contra o comércio de drogas derivadas da coca sem nenhum tipo de controle social. Mas o debate político sobre o assunto não consegue sair dos seus velhos impasses. A carga de preconceito e de ignorância em relação às drogas é tão grande que impede qualquer legislação decente.
Essas organizações, por mais violentas que sejam, tem um lado paternalista e muitas vezes apoiam eventos e projetos culturais dentro das favelas e comunidades em que atuam. Eu sei que existem muitas letras de funk e rap no Brasil que retratam essas organizações como uma forma legítima de rebelião popular, e desse modo se tornam uma espécie de "arte oficial" das guerrilhas. O próprio Comando Vermelho tem o seu Hino Oficial (inspirado no festival folclórico de Parintis, no Amazonas) e não faltam artistas e intelectuais brasileiros que enaltecem esses grupos armados, como uma forma justificável de protesto. O grito de guerra da Tropicália: "seja marginal, seja herói", é somente um dos múltiplos lados que compoem as expressões artisticas do banditismo. Sempre houve no Brasil uma forma de "glamourizar" a bandidagem. Ora, hoje em dia, em baile funk no Rio, quem faz o som e agita os "bondes" muitas vezes está diretamente envolvido com o "movimento", de modo que há uma conexão entre essas máfias e formas de expressão artística, sem contar que o conceito antropológico de Cultura implica também a política, os usos e costumes de um povo, e portanto, nesse sentido antropológico amplo, as gangues são parte da cultura popular brasileira, mas eu não as considero nem legítimas nem valiosas. Lamento que elas existam e que tantos jovens sacrifiquem suas vidas nelas.
Caro anônimo1, essas organizações não existem para "conscientizar" quem quer que seja e nem estão preocupadas com isso. O seu negócio é outro. Todavia, qualquer um que pesquisar sobre o assunto vai descobrir que o início de grupos armados organizados no Brasil começou por causa dos presos políticos, que doutrinaram presos comuns em táticas de guerrilha urbana e dentro de um viés político revolucionário (no sentido comunista). Há no Brasil uma conexão entre a Esquerda e o crime organizado, mas como hoje muitos dos antigos presos políticos são ricos e poderosos, com altos cargos públicos, fica difícil investigar a relação deles com a origem das quadrilhas armadas que eles ajudaram a criar, ainda dentro das prisões. Não é por acaso que um ex-preso político do presídio na Ilha Grande, depois se tornou um dos diretores desta mesma penitenciária quando o esquerdista Brizola foi governador do estado do Rio. E é afirmado por antigos detentos comuns desta penitenciária, que os presos políticos tiveram um papel decisivo na criação do Comando Vermelho.
Se hoje existe crime organizado no Brasil em parte isso se deve por causa da propaganda comunista e sua retórica de luta de classes, instigando os pobres ao ódio e a violência.
A luta de classes não irá resolver nossos problemas nem levar o capitalismo ao seu fim.
Nossa, esse blog é muito bom para apprender portugues. Valeu!
Postar um comentário
<< Home